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Do Poder Legislativo

Publicado em 15/08/2013 às 16:13

O inicio da estruturação política de Salto Veloso esteve arraigado à vinda de seus imigrantes, que objetivaram a construção de uma sociedade e com ela sólida estrutura politica com ideais de uma emancipação. Foram com esses ideais de novas perspectivas que muitas pessoas tiveram papel determinante na emancipação politica do município, tornando o sonho de muitos em realidade.

O processo de emancipação político estava na mão de algumas lideranças locais, que trabalhavam juntamente com a comunidade para resolver problemas e desenvolver soluções de algumas ocorrências que ali existiam.

No ano de 1957 o Prefeito Municipal de Videira, Luiz Leoni decreta e sanciona através da Lei Municipal n.7/57 a criação do Distrito de Veloso e logo em seguida é aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina sob o projeto de Lei n. 61/57. Na Câmara Legislativa da Comarca de Videira, o Distrito de Veloso possuía dois representantes, para ajudar nas decisões locais, os senhores Abel Abati e João Domingos Cantú. Foi por esse motivo que um fato político deixou a população Velosense frustrada com os acontecimentos que se seguiram.

Foi no ano de 1958, quando o movimento pró-emancipação intensificou-se com a criação do município de Arroio Trinta. A votação ocorreu, mas sem votação popular, e com a ausência do vereador João Domingos Cantú, o que surpreendeu toda a comunidade, ainda mais pelo fato de Arroio Trinta não ter representação na Câmara de Vereadores de Videira. Com o veredicto final e a confirmação de que Salto Veloso pertenceria ao então município criado, o inconformismo e a revolta da população foram grandes.  

Toda essa questão gerou polêmica, pois Salto Veloso estaria subordinado a quem sequer tinha um representante na Câmara Municipal da Comarca de Videira, exigindo-se que todo processo seja refeito, afinal não era justo com os cidadãos de Salto Veloso.

Devido à situação ocorrida, com o desmembramento do Distrito de Arroio Trinta e a aprovação da Assembleia Legislativa do Estado, foi necessário deixar as rivalidades municipais de lado e formar alianças para que uma possível solução para o problema fosse tomada o quanto antes a respeito dessa iniciativa política precoce.

Diante disso, formou-se uma comitiva para ir até Florianópolis tratar do assunto com Celso Ramos. A comitiva tinha como representantes João Domingos Cantú e Darci Pedro Cantú, representando o PSD e Abel Abati e Antônio Ferronato representando a UDN. Para um maior acordo era preciso que representantes do PTB também fizessem parte da comitiva, no entanto o partido não possuía diretório municipal, então se achou membros provisórios, os senhores Antônio Biscaro e Avelino Biscaro.

Chegando a comitiva em Florianópolis, foram recebidos por Celso Ramos, este se reuniu com a equipe técnica e com os representantes de Salto Veloso, que decidiram por um mandado de segurança contra a emancipação do Município de Arroio Trinta.

Mais tarde, na Justiça Eleitoral da Comarca de Videira, foi notificado pelo Tribunal de Justiça do Estado, o ganho da causa do mandado de segurança, pedido pelas lideranças de Salto Veloso, derrubando assim o Município de Arroio Trinta, o que com essa decisão tudo voltaria à Comarca de Videira.